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Arquitetura Como Escultura Leva Mansão Em Bel Air a Valer US$ 135 Milhões

Arquitetos são artistas? A pergunta pode soar básica, quase acadêmica, mas quanto mais se reflete sobre ela, mais complexa se torna a resposta.

Em teoria, a arquitetura pertence ao campo do prático. Um pintor não precisa se preocupar com sistemas de drenagem. Um poeta não responde a normas de segurança contra incêndio. Ninguém jamais pediu a um escultor que refizesse sua obra por falta de ganchos para toalhas. Já os arquitetos precisam lidar com a gravidade, os orçamentos, comissões de zoneamento, clientes cheios de opiniões e desejos inegociáveis, como bancadas espaçosas e uma sauna com wi-fi de alta velocidade.

O arquiteto e incorporador Ardie Tavangarian, fundador do Arya Group, sediado em Los Angeles, atua exatamente nesse ponto de equilíbrio entre arte e funcionalidade. Ao percorrer seu portfólio, é possível ver projetos que priorizam o impacto visual sem abrir mão da habitabilidade, alcançando um raro encontro entre forma e função. Suas casas construídas para venda frequentemente atingem, e por vezes estabelecem, recordes de valor na cidade, incluindo uma mansão de 2.323 metros quadrados em Bel Air vendida por US$ 75 milhões em 2019, além de uma propriedade em Pacific Palisades negociada por cerca de US$ 83 milhões em 2021.

Sua criação mais recente é a Villa Siena, em Bel Air, uma propriedade de aproximadamente 3.250 metros quadrados, atualmente à venda por US$ 135 milhões. O anúncio a descreve como “arquitetura como escultura” e, desta vez, a expressão faz jus à realidade.

A casa se apresenta como um objeto cuidadosamente composto. Madeira de teca e pedra polida são organizadas em planos suspensos e volumes envidraçados que parecem flutuar, até que o olhar encontre o contraste entre texturas. Uma parede em relevo acolhedor surge seguida por um brise-soleil de aletas verticais que controla a sombra e atua como elemento visual marcante. Em outro ponto, uma faixa de concreto forma a cobertura e se arqueia sobre os espaços como um grande arco, com seu contorno delicadamente iluminado.

Tudo acontece em escala monumental, conferindo à residência imponência e presença. Ainda assim, o maior trunfo da Villa Siena não está no tamanho, mas na fluidez com que ocupa esse espaço. No interior, os ambientes principais funcionam como aberturas amplas em vez de compartimentos fechados, expandindo-se e se transformando ao longo do dia. Paredes de vidro com nove metros de altura deslizam para fora. Portas pivotantes se abrem e, em segundos, a sala de estar se converte em um terraço coberto. Persianas externas descem para controlar a privacidade e a luz, depois desaparecem novamente, como se a própria casa as absorvesse.

A fronteira entre interior e exterior só existe se o morador desejar. Essa integração guiou muitas das decisões de projeto, segundo Tavangarian. A casa ganhou forma durante a pandemia, período que levou a equipe a repensar como uma residência poderia acomodar mais aspectos da vida cotidiana e trazer experiências do mundo exterior para dentro. Grande parte desse mundo exterior é a própria natureza.

Desde o início, o empreendimento 607 Siena Way declara sua temática natural com uma entrada privativa cercada por vegetação exuberante

A vegetação cobre paredes e se infiltra em cantos inesperados. Janelas panorâmicas emolduram o entorno não como simples paisagem, mas como um verdadeiro palco. Espelhos d’água internos lembram formações orgânicas em vez de fontes ornamentais. A suíte principal adota uma abordagem ainda mais literal, com um teto retrátil pensado para a contemplação do céu estrelado.

No nível inferior, o centro de bem-estar mergulha completamente na fantasia. Galhos decoram o teto como um dossel natural, enquanto chuveiros de teto e nebulizadores criam uma névoa suave ao redor das banheiras de hidromassagem, piscinas de água fria e da sala de vapor. O ambiente remete a um spa de luxo inserido em uma floresta tropical.

No topo da casa, o terraço se transforma em uma segunda residência ao ar livre, com cerca de 1.115 metros quadrados dedicados a fogo, água, áreas de sombra, telas e recantos aconchegantes. Piscinas e espelhos d’água reaparecem, toldos se abrem para o céu e uma antiga estrutura de vidro foi restaurada e reaproveitada como um refúgio que mistura jardim de inverno e espaço de contemplação.

Conectando todos os níveis está uma peça central impressionante: uma escada em espiral de quatro andares que mais se assemelha a uma obra de museu. Suspensa em latão, com iluminação embutida nos corrimãos e degraus de travertino, ela funciona como uma espinha dorsal vertical em movimento, concebida para ser apreciada de todos os ângulos.

Um terraço na cobertura acrescenta mais 12.000 pés quadrados e um local privilegiado para vistas panorâmicas da cidade e do Bel-Air Country Club.

A lista de comodidades inclui o esperado em uma mansão contemporânea de alto padrão, como garagem subterrânea, sala de cinema com 22 lugares, putting green e adega, mas vai além ao surpreender com espaços inusitados. Há uma sala de chá japonesa, uma garagem que pode se transformar em bar de jazz e um jardim suspenso que revela uma enorme tela externa coroada por plantas vivas.

Somam-se ainda diversos bares, áreas de estar, lareiras, duas cozinhas, oito quartos e 20 banheiros, números que começam a soar quase abstratos. Tavangarian, no entanto, afirma que o efeito é justamente o oposto.

Em uma cidade repleta de obras arquitetônicas marcantes, a Villa Siena consegue se destacar.

Cada espaço foi pensado para a interação humana e para os pequenos momentos que moldam o cotidiano. Onde se faz uma pausa. Onde se reúne. Onde se busca recolhimento. E como a casa se adapta com facilidade a cada situação, expandindo, fechando, revelando e ocultando ambientes em constante diálogo com quem a percorre.

“Meu trabalho é moldar as emoções das pessoas enquanto elas se movem por um espaço”, diz ele. Soa muito como a fala de um artista.

Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

Fonte

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